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Continuam
as discussões sobre a privatização do setor de fertilizantes
no Brasil
Após alguns debates e audiências públicas realizadas
em alguns estados do Brasil, agora foi a vez do governo federal tomar
uma atitude em relação à questão da privatização
do setor de fertilizantes no país. Foi constituído um grupo-tarefa
que fará estudos sobre esse mercado e encaminhará medidas
para elevar a oferta interna do produto. Participam desse grupo integrantes
do Ministério da Agricultura, Casa Civil, representantes do Departamento
nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas
e Energia e da Petrobrás.
Histórico
No
País, a Bunge detém o oligopólio do mercado de fertilizantes,
responsável por altos custos de produção de lavoras
como soja e cana-de-açúcar.De oito fábricas de fertilizantes
existentes no Brasil, a Bunge controla seis. A Fosfértil mantém
unidades em quatro Estados brasileiros: Paraná, São Paulo,
Minas Gerais e Goiás. A Bunge possui 58,6% da empresa. Sócias
minoritárias com poder de veto, as também multinacionais
Mosaic e Yara possuem 24% e 14%, respectivamente. No Mundo, a Bunge faturou
R$18 bilhões em 2006. Só o lucro da Fosfértil cresceu
93% em 2007.
Saiba
mais:
Fizemos
um levantamento das principais notícias sobre o setor veiculadas
na imprensa e colocamos a disposição no site. Confira abaixo.
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Brasil
não pode depender de "cartel de fertilizantes", diz Mangabeira
CAROLINA GLYCERIO
da BBC Brasil, em São Paulo
O ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos)
disse nesta segunda-feira em um encontro com representantes do agronegócio
em São Paulo que o Brasil não pode ficar "nas mãos"
do que chamou de cartel de fornecedores de fertilizantes.
"O problema número 1 de insumos é superar a absurda
e ruinosa dependência da importação de fertilizantes,
que hoje respondem por cerca de 40% do preço dos produtos agrícolas.
O Brasil não tem por que continuar a ficar nas mãos do cartel
mundial de fertlizantes", afirmou Mangabeira a jornalistas.
O ministro falou com a imprensa após debate na Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo) sobre o Futuro da
Agricultura Brasileira com integrantes do Conselho Superior do Agronegócio
da entidade (Cosag).
"Na maior parte, os produtores estão fragmentados e os fornecedores
e compradores, cartelizados. E por conta dessa cartelização
se apropriam da parte do leão dos ganhos da agricultura."
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05/08/2008
- 00h28
Lula, Cristina e Chávez articulam como combater
alta de alimentos
MARCIA CARMO
da BBC Brasil, em Buenos Aires
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,
da Argentina, Cristina Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez, discutiram,
nesta terça-feira, alternativas para tentar reduzir os preços
dos alimentos, que têm pressionado a inflação nos
três países e em outros do mundo.
"O preço dos alimentos preocupa e foi assunto do encontro
entre os presidentes", afirmou o ministro das Relações
Exteriores do Brasil, Celso Amorim. "Eles conversaram sobre como
fazer para baixar os preços dos alimentos. Esse é um assunto
importante e eles querem pensar, em conjunto, sobre o que pode ser feito".
Amorim disse que os três líderes conversaram, por exemplo,
sobre a fabricação de fertilizantes --mercadoria na qual
o Brasil e outros países da região são deficitários.
Os fertilizantes, sinalizou, são essenciais para a produção
de alimentos e acabam pressionando este incremento nos preços.
Lula convidou os colegas da Argentina e da Venezuela para a inauguração
de uma usina de energia eólica, no dia 6 de setembro, em Pernambuco.
No encontro, Lula quer continuar a discussão sobre energia e a
possível fabricação de fertilizantes. Cristina e
Chávez estarão no Brasil para as cerimônias do dia
7 de setembro.
Investimentos
Amorim disse ainda que a visita do presidente brasileiro à Argentina,
que terminou nesta segunda-feira, serviu também para que o governo
argentino destacar a "importância" dos investimentos brasileiros
no território argentino.
"Não existe a preocupação, no governo argentino,
de que haja invasão brasileira (de empresas). E eles (Lula e Cristina)
conversaram ainda sobre assuntos como, TV digital, discussão que
está no início, e sobre negociações internacionais".
O chanceler brasileiro não deu detalhes sobre estas "negociações
internacionais".
Na véspera, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio
Garcia, disse que o Mercosul deverá buscar acordos no formato 4+1
--com União Européia e Estados Unidos--, depois do fracasso
da Rodada de Doha para a liberalização de comércio.
Marco Aurélio fez parte da comitiva oficial que incluiu cinco ministros.
No discurso que realizou nesta segunda-feira, num seminário com
empresários brasileiros e argentinos, Lula sinalizou que não
tinha desistido da Rodada de Doha. "Acho que ainda existe uma oportunidade
porque (sem Doha) talvez Brasil e Argentina não sintam nada. Mas
os países mais pobres sim. Eles teriam a oportunidade de ampliar
sua produção de alimentos para exportar aos países
ricos", disse.
Na semana passada, em Genebra, Brasil e Argentina, principais sócios
do Mercosul, mostraram diferenças nesta discussão, gerando
críticas de autoridades argentinas. "A postura argentina era
mais realista (que a do Brasil)", disse o chanceler Jorge Taiana.
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Presidentes
debatem sobre fertilizantes
ADRIANA KÜCHLER
DE BUENOS AIRES
Com a preocupação
de baixar o custo dos alimentos, ante a disparada dos preços, o
presidente Lula levou ontem à reunião com a mandatária
argentina Cristina Kirchner e dos dois com o venezuelano Hugo Chávez
o tema da produção de fertilizantes.
Segundo o chanceler Celso Amorim, o assunto, ao lado do tema energético,
foi o foco das duas reuniões. O governo calcula que os fertilizantes
representem 40% do custo dos alimentos no Brasil.
"A questão dos alimentos é uma preocupação
de todos os governantes da região. Queremos que haja um foco especial
nessa questão de fertilizantes, em que o Brasil certamente é
deficitário."
O assunto voltará a ser tratado em 6 de setembro, quando Lula e
Cristina inauguram fábrica de energia eólica de capitais
argentinos em Pernambuco. Após o evento, Chávez se unirá
aos dois mandatários para uma reunião.
Amorim também confirmou que está "em andamento"
a negociação para que a Aerolíneas Argentinas compre
"um número expressivo" de aviões da Embraer.
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05/08/2008
Produção
de fertilizantes entra na agenda
De Buenos Aires
Além das áreas de energia e alimentos, a produção
de fertilizantes entrou para a agenda de assuntos estratégicos
nas relações entre Brasil, Argentina e Venezuela. Segundo
o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, os três
países vão cooperar na fabricação de fertilizantes,
insumo básico da produção de grãos, que se
tornou caro e escasso por causa da alta do petróleo.
Segundo Amorim,
a decisão foi tomada em reunião realizada ontem entre os
presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner e Hugo
Chávez, pouco antes da viagem de volta de Lula a Brasília.
O encontro ficou em suspenso durante todo o dia. Enquanto o governo argentino
e venezuelano anunciavam, desde semana passada, uma reunião trilateral,
aproveitando a visita de Lula a Buenos Aires nesta segunda-feira, a chancelaria
brasileira não confirmava a reunião até depois do
almoço, o que gerou comentários de que, na verdade, o presidente
Lula não tinha intenção de encontrar-se com Chávez.
Amorim, que
na última hora substituiu o presidente em uma entrevista coletiva
à imprensa no aeroporto, não explicou a razão do
desconhecimento da chancelaria sobre o encontro trilateral. Também
não deu detalhes sobre como se daria a cooperação
em fertilizantes. Mas garantiu que o tema será aprofundado em reunião
marcada para o dia 6 de setembro em Brasília, quando Chavez e Cristina
Kirchner chegam ao Brasil para participar, no dia seguinte, da cerimônia
de comemoração da Independência. (JR)
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04/08/2008
19:22
Amorim diz que Lula e Kirchner manifestaram grande entendimento
Agência Brasil
BUENOS
AIRES - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim,
avaliou a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, como um "encontro
inédito". Segundo Amorim, os dois líderes manifestaram
"grande entendimento" do ponto de vista político.
"Há
um desejo tanto da Cristina como do presidente Lula para que haja mais
investimentos brasileiros na Argentina e também investimentos argentinos
no Brasil. Para que haja mais cooperação. Tudo isso foi
reiterado sem nenhuma preocupação de invasão brasileira
[no mercado argentino]. As empresas brasileiras são bem vindas
e vice-versa", afirmou o ministro.
Amorim disse
que além da cooperação econômica entre os dois
países, os líderes sul-americanos discutiram ainda projetos
já em andamento, como a construção da Usina Hidrelétrica
de Garabi, no Rio Uruguai, e a possibilidade de aceleração
no cumprimento dos prazos.
Temas com
previsão de desdobramentos posteriores, como a TV digital, também
foram discutidos, segundo o chanceler.
Ele confirmou
ainda um rápido encontro trilateral - de cerca de 40 minutos -
com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que chegou hoje (4)
à Buenos Aires e que deve ficar na cidade por pelo menos mais um
dia.
O chanceler
lembrou que Lula já havia convidado Cristina Kirchner para participar
das cerimônias festivas do dia 7 de setembro no Brasil e também
para a inauguração de uma fábrica argentina de energia
eólica no estado de Pernambuco.
Com a chegada
de Chávez à Argentina, o convite brasileiro foi estendido
também ao líder venezuelano.
O encontro
trilateral no Brasil, segundo Amorim, teve como temas as áreas
de energia e fertilizantes.
"É
uma preocupação de todos os governantes da região
a questão dos preços dos alimentos, e uma coisa essencial
nesse âmbito é o fertilizante. Há uma preocupação
muito forte do presidente Lula, compartilhada pelos outros presidentes,
de que na América do Sul haja um foco especial nos fertilizantes,
tema que, no Brasil, é deficitário", afirmou Amorim.
Apesar de
confirmar que o encontro trilateral não estava previsto oficialmente,
o chanceler lembrou que os três líderes sul-americanos durante
a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em San Miguel de Tucumán,
já haviam manifestado interesse em discutir conjuntamente alguns
temas.
"Falaram
sobre a cooperação em energia. O presidente Chávez
chegou a levantar a possibilidade do gasoduto, uma coisa que terá
que ser examinada, e falou da cooperação que já está
havendo sobre gás natural liquefeito", lembrou Amorim.
fonte(Agência
Brasil)
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quarta-feira,
30 de julho de 2008, 18:11
Petrobras
vai reavaliar projetos para fertilizantes
FABÍOLA SALVADOR - Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou
hoje que a Petrobras vai reavaliar os projetos da empresa nas áreas
de amônia e uréia, que são importantes matérias-primas
dos fertilizantes. O mercado interno de adubo foi discutido hoje em reunião
no Palácio do Planalto, com a participação do ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, da ministra da Casa Civil, Dilma
Roussef, e de representantes da Petrobras, além de Stephanes.
No encontro,
segundo relato de Stephanes, ficou decidido que a Petrobras vai estudar
em parceria com a Vale a possibilidade de ampliação da produção
de potássio, em Sergipe. Já o Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) vai estudar e apresentar uma proposta sobre a exploração
de fósforo. A Petrobras, em parceria com DNPM, vai analisar a ocorrência
de potássio na Bahia e no Amazonas.
O ministro
disse, no entanto, que nenhuma dessas medidas terá impacto no curto
prazo. Uma nova fábrica de amônia, por exemplo, demora três
anos para entrar em produção. Além disso, ele ressaltou
que a pesquisa em uma jazida de fósforo que existe em Mato Grosso
deve demorar cerca de 2 anos.
Apesar de
não esperar resultados de curto prazo, Stephanes disse que é
positiva a decisão do governo de enfrentar o problema da escassa
oferta de insumos agrícolas no mercado interno. O grupo que se
reuniu hoje, segundo o ministro, voltará a se reunir, mas não
há data definida para o próximo encontro.
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29-07-2008
Dilma
convoca Petrobras
O presidente Lula da Silva pediu a ministra Dilma Roussef (Casa Civil)
para agendar uma reunião com a Petrobras a fim de tratar especificamente
da ampliação da produção de fertilizantes.
Lula se convenceu que a medida será importante tanto para ajudar
a conter a inflação interna, como também deverá
situar o país numa posição privilegiada diante da
crise mundial no mercado de alimentos.
Em conversa
com Marcelo Déda, seu compadre governador de Sergipe, Lula disse
acreditar que a inflação dos alimentos "é uma
janela de oportunidade que se abre para o Brasil".
Segundo o presidente, o país não só é grande
produtor, como tem área para a expansão da produção
agrícola. Mas precisa resolver com urgência um dos gargalos
para esse aumento de produção: a dependência externa
de fertilizante. O Brasil importa 70% do que atualmente consome.
A ampliação da produção de fertilizantes é
o que levou Déda a Lula. É que Sergipe responde hoje por
48% da produção nacional de uréia (matéria
prima para a fabricação de adubos), com 600 mil toneladas/ano
da produção nacional de 1,7 milhão de tonelada ano.
A simples ampliação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados
(FAFEN-SE), uma unidade da Petrobras, significará mais 1,1 milhão
de tonelada/ano à produção. Ou seja, uma produção
total de 1,7 milhão de toneladas anuais.
Déda saiu na frente e vendeu seu peixe a Lula :
"A Petrobras tem aqui essa fábrica, com todas as condições,
mais moderna que a da Bahia, à beira da rodovia BR-101, à
beira da ferrovia Centro-Atlântica, que pertence à Vale,
a 20 quilômetros aproximadamente de uma mina de potássio
que é a única do Brasil (na realidade, do hemisfério
Sul), que é da Vale, tudo a 15 quilômetros do porto, aproximadamente".
"Enfim, é uma possibilidade concreta de você parar esse
debate retórico e começar na prática o aumento de
produção a partir de uma situação já
consolidada", diz o governador petista.
Como se trata de ampliar fábrica já existente, o projeto
previsto representa economia de 20% em relação à
construção de uma unidade nova. Ainda assim não é
pouca coisa: US$ 1,2 bilhão (uma planta novinha em folha sairia
por US$ 1,5 bilhão). É muito dinheiro, mas além dos
20% o governador Déda enumera outras vantagens.
"Eu disse ao presidente que o passo inicial tem que ser aqui, porque
nós temos uma fábrica já implantada", contou
Déda.
Déda
sai na frente na guerra dos alimentos
Numa tradução ao pé da letra, isso significa dizer
que não há problema de "autorização ambiental,
já existem o terreno para a ampliação e toda a logística
em torno da fábrica, mão de obra qualificada disponível
e gerência" . Em resumo, para Déda "a melhor alternativa
para deflagrar esse processo de priorizar a produção de
fertilizantes no Brasil é duplicar essa fábrica".
Lula ouviu os argumentos e conversou sobre o assunto com o presidente
da Petrobras, Sérgio Gabrielli. A ampliação da FAFEN-SE
também deve constar da pauta da reunião organizada por Dilma
Roussef.
Em Sergipe a Vale também tem um projeto piloto para a produção
de potássio, a partir de 2016. O potássio hoje é
extraído de uma rocha chamada cloreto de potássio, ou seja,
cloro e potássio. Depois de um processo de separação,
o cloreto é jogado ao mar - sua utilização levaria
à quebra dos produtores de sal do país, mas no futuro pode
ser utilizado para outra finalidade.
Com o esgotamento do cloreto de potássio em 2016, a Vale vai explorar
uma ocorrência de potássio associada ao magnésio.
A companhia está investindo em tecnologia US$ 83 milhões
num projeto piloto, a céu aberto - a mina está 500 metros
de profundidade. O investimento total a ser feito pela Vale é estimado
em cerca de R$ 800 milhões . A jazida que tem previsão de
40 anos de produção. A produção inicial prevista
é de 1 milhão de tonelada ao ano.
"Nós acreditamos que a solução - começar
por Sergipe - é talvez aquela com a melhor relação
custo-benefício", diz Déda.
Mas há um gargalo a ser resolvido: o gás, matéria
prima necessária tanto à FAFEN-SE como à Vale. A
idéia é levar mais gás para o Nordeste, de um campo
já em operação na Bahia, ou do próprio Gasene,
gasoduto que vai interligar toda a região. O que reduziria em cinco
anos o prazo de ampliação da fábrica.
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República
de Ribeirão
Após anos de domínio petista, o Democratas mostra os dentes
no terreno do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Pesquisa encomendada
por uma associada da TV Globo local apresenta a candidata Dácyr
Vera , do antigo PFL, com 54% das intenções de voto.
O atual prefeito, um tucano, está em segundo, mas muito atrás,
com 12% das intenções declaradas por 602 eleitores ouvidos
pelo instituto de pesquisa. A margem de erro da pesquisa é de 4%.
O PT aparece na rabeira, com um dígito. O DEM sabe que as primeiras
pesquisas de uma eleição nem sempre se reproduzirão
no final, mas está contente com o resultado
Mas isso não chega a ser um alívio para a situação
de Gilberto Kassab em São Paulo. O partido acha que deu tudo ao
prefeito - tirou Guilherme Afif da jogada, José Serra manteve os
secretários e levou Orestes Quércia para a campanha, mas
o prefeito não está ajudando.
Raymundo
Costa é repórter especial de Política, em Brasília.
Escreve às terças-feiras
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25/07/2008
Brasil
quer importar fertilizantes do Irã
A
cooperação entre Brasil e Irã no setor agropecuário
foi tema do encontro do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Reinhold Stephanes, e o embaixador do Irã, Mohsen Shaterzadeh,
realizado no último dia 23. Stephanes demonstrou interesse em importar
fertilizante iraniano. "Mais da metade do que precisamos, temos que
importar. O País importa, hoje, 15 milhões de toneladas
de fertilizantes e o Irã é forte em nitrogenados",
afirmou.
Shaterzadeh
informou que o Irã possui interesse em atender a essa necessidade
do Brasil e que, por outro lado, os alimentos produzidos no País
têm espaço no golfo Pérsico, onde a população
chega a 350 milhões de habitantes em países como Omã,
Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein,
Kuwait, Iraque e Irã.
O Irã
comprou do Brasil, em 2007, mais de US$ 1,5 bilhão em produtos
do agronegócio. Já o Brasil importou, no mesmo período,
US$ 3,8 milhões.
A transferência
de conhecimento tecnológico também esteve na pauta do encontro.
Segundo o embaixador, o Irã tem cinco mil pesquisadores e, por
isso, quer realizar cooperação técnica com o Brasil
nos setores de biotecnologia e produção de vacinas veterinárias.
Além disso, o Irã pretende incrementar a produção
de milho e soja com o know-how brasileiro.
O próximo
passo para o entendimento Brasil e Irã será a apresentação
formal das prioridades pelos ministros da Agricultura dos dois países,
para assinatura do acordo de cooperação.
fonte:
http://www.agrosoft.org.br/?q=node/101757
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GOVERNO CRIA
GRUPO DE DEBATES SOBRE FERTILIZANTES
O governo
institui no próximo dia 28 um grupo-tarefa que fará estudos
sobre o mercado de fertilizantes no País e encaminhará medidas
para elevar a oferta interna. A decisão foi tomada no dia 23 em
reunião do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff. A primeira reunião do grupo tarefa
acontecerá na semana que vem. "A oferta de insumos é
uma questão de segurança nacional", afirmou Stephanes.
O ministro
disse que além da Agricultura devem participar do grupo, que será
coordenado pela Casa Civil, representantes do Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e
Energia e da Petrobras. Stephanes lembrou que há dez meses o ministério
avalia os mercados mundial e interno de fertilizantes, cujas matérias-primas
são em grande parte importadas.
No caso do
potássio (92% importado), o ministro lembrou que há apenas
quatro países fornecedores no mundo, que são explorados
por apenas três empresas. "Somos dependentes e vulneráveis",
afirmou. Quanto ao fósforo, o ministro lembrou que 60% do consumo
interno é atendido com produto importado. No caso dos nitrogenados,
a importação alcança metade da demanda interna. Para
os nitrogenados, a idéia do ministro é pedir maior participação
da Petrobras no mercado. Se a empresa aceitar, Stephanes acredita que
em quatro ou cinco anos será possível aumentar a oferta.
Quanto ao
fósforo, Stephanes relatou que há minas distribuídas
em todo o território nacional e voltou a defender a alteração
do marco regulatório que permite a exploração das
jazidas por empresas privadas. "É preciso uma política
mais agressiva de exploração", disse, ao lembrar que
a idéia é gerar auto-suficiência em um período
de cinco a dez anos. Há uma mina no Mato Grosso, por exemplo, mas
não foram feitos estudos para dimensionar o potencial de produção
do insumo no Estado.
Sobre o potássio
o ministro disse haver uma "província" no Estado do Amazonas,
mas que há poucos estudos sobre seu potencial. A jazida foi descoberta
por conta da exploração de petróleo na região.
Do mesmo modo, há minas de potássio na Bahia, mas o governo
não conhece seu potencial, disse o ministro.
Sobre as
minas da Vale do Rio Doce em Sergipe, ele disse que a empresa deve iniciar
a exploração em uma segunda unidade, o que poderá
dobrar ou triplicar a capacidade dessas áreas.
FONTES:
Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação do MAPA
Estadão
Online
Fabíola Salvador – Jornalista
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24/07/2008
15:20
Lucro
da Fosfertil mais que dobra no semestre, para R$ 402 milhões
SÃO
PAULO - A Fosfertil, fabricante de matérias-primas para fertilizantes,
apresentou forte crescimento durante os seis primeiros meses de 2008 se
comparados a igual período do ano passado.
Dados preliminares
divulgados hoje pela empresa apontam lucro líquido de R$ 402,82
milhões para o período compreendido entre janeiro e junho
deste ano. Tal montante representa mais que duas vezes o obtido em igual
período do ano passado, quanto o ganho foi de R$ 177,1 milhões.
A receita
líquida de vendas da apresentou alta de 47%, somando R$ 1,562 bilhão.
Enquanto o custo do produto vendido subiu 20%, para R$ 895,35 milhões.
Os gastos
com vendas, gerais e administrativas subiram 17%, para R$ 34 milhões,
e categoria outras despesas dobrou para R$ 87,3 milhões. Por outro
lado, a receita financeira triplicou de R$ 22 milhões para R$ 66,3
milhões nos seis primeiros meses do ano.
A companhia
ainda tenta incorporar a Bunge Fertilizantes, medida aprovada pelo conselho
em 2006. Mas brigas entre os acionistas da Fertifos, que controla a Fosfertil
vêm postergando o negócio.
Fonte: Valor
Online
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25/07/2008
Demanda
por fertilizante surpreende e segue firme
Fernando Lopes, de São Paulo
A demanda
da agricultura brasileira por fertilizantes continua a contrariar as expectativas
dos especialistas e a crescer consideravelmente, apesar da disparada de
preços no mercado internacional e, conseqüentemente, também
no país, que depende de importações.
Segundo balanço
divulgado pela Associação Nacional para Difusão de
Adubos (Anda), as entregas das misturadoras (empresas que vendem o produto
final) às revendas somaram 2,402 milhões de toneladas em
junho, 31,3% mais que no mesmo mês do ano passado.
Depois do expressivo movimento apurado em maio, a indústria acreditava
que haveria um arrefecimento do ritmo de incremento no mês passado,
e que a alta em relação a junho de 2007 seria inferior a
20%.
As antecipações de compras visando ao plantio da próxima
safra de grãos de verão - em parte turbinadas pelo temor
de novos aumentos de preços e de uma eventual escassez da oferta
do insumo -, porém, frustraram as projeções e até
aceleraram o crescimento.
Apesar do comportamento da demanda, a produção nacional
atingiu 772,9 mil toneladas em junho, 3,5% menos que no mesmo mês
do ano passado. As importações, em contrapartida, subiram
7,2% na comparação e alcançaram 1,748 milhão
de toneladas.
No primeiro semestre, mostra o balanço da Anda, as entregas das
misturadoras às revendas aumentaram 22,2%, para 11,477 milhões
de toneladas, a produção nacional subiu 5,2%, para 4,720
milhões, e as importações foram 12,3% maiores (8,568
milhões de toneladas). A entidade ainda acredita que a queda do
ritmo de crescimento é iminente, tanto que ainda prevê para
2008 um salto acumulado da demanda de 6% sobre o recorde de 24,6 milhões
de toneladas de 2007. Para muitos analistas é uma previsão
conservadora.
No quadro semestral, os produtos importados representam 74,6% das entregas.
A dependência incomoda o governo, que nos últimos meses aumentou
a pressão para que as empresas do segmento acelerem seus aportes
na expansão da produção local. Em resposta, empresas
ligadas à Anda prometeram investir US$ 4 bilhões em quatro
anos. Só a Fosfertil, maior produtora nacional de matérias-primas
para adubos, anunciou um projeto que pode chegar a R$ 2 bilhões
em Patrocínio (MG).
A empresa vem embalada por resultados cada vez melhores. No primeiro semestre,
segundo balanço divulgado na quinta-feira, sua receita líquida
totalizou R$ 1,563 bilhão, 47,7% mais que em igual intervalo de
2007, e o lucro líquido aumentou 127,4%, para R$ 402,8 milhões.
Ver mais
em: www.fosfertil.com.br
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25/07/2008
09:33
Bunge bate, no semestre, lucro
de 2007
SÃO
PAULO - A multinacional Bunge mais que quadruplicou seu lucro líquido
no primeiro semestre em comparação com o desempenho apresentado
no mesmo período de 2007. O resultado foi impulsionado por um cenário
de disparada dos preços das commodities agrícolas, que atingiram
novos patamares nos últimos meses.
De janeiro
a junho, o lucro da companhia foi de US$ 1,04 bilhão, montante
471,4% superior aos US$ 182 milhões registrados nos primeiros seis
meses de 2007 e maior também que o ganho todo do último
ano, que foi de US$ 778 milhões. A maior fatia desse ganho foi
apurada no segundo trimestre, no qual o grupo teve lucro líquido
de US$ 751 milhões. Esse resultado foi 347% maior que os US$ 168
milhões do segundo trimestre de 2007.
" Nos
últimos anos, a produção agrícola não
tem acompanhado o ritmo de crescimento da demanda, puxada principalmente
pelo aumento da população e do padrão de vida nas
economias emergentes. Os preços das commodities agrícolas
são reflexo disso e também do aumento do custo da energia
" , disse Alberto Weisser, principal executivo da multinacional.
As vendas
líquidas totais do grupo no semestre cresceram 72%, para US$ 26,8
bilhões. Os fertilizantes registraram o maior crescimento: 112%,
para US$ 2,9 bilhões. A disparada dos preços explica a diferença
em relação ao aumento do volume das vendas, que foi de apenas
3%, para 67,2 milhões de toneladas. O lucro operacional cresceu
434% e chegou a US$ 1,6 bilhão.
O aumento
no custo do crédito elevou em 26%, para US$ 188 milhões,
as despesas com juros da empresa. Os ganhos com a variação
cambial mais que dobraram no primeiro semestre, para US$ 265 milhões.
No segundo trimestre, esse volume foi de US$ 258 milhões e deveu-se
a ativos da empresa denominados em dólar nas subsidiárias
do Brasil e da Argentina, informou a companhia.
Ainda que
sob um cenário indefinido de preços, a Bunge acredita em
um bom desempenho no segundo semestre. " Os fundamentos do setor
de fertilizantes devem permanecer firmes. Ainda que o crescimento da demanda
por alguns produtos agrícolas possa cair um pouco devido ao prolongado
período de preços altos, as margens no agronegócio
devem ficar sólidas " , disse Jacqualyn Fouse, principal executiva
de finanças do grupo.
Fonte: Valor
Econômico
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23
de Julho de 2008 | Atualizado às 16:16h
Governo cria grupo de debate sobre fertilizantes
FABÍOLA SALVADOR - Agencia Estado
BRASÍLIA - O governo institui na próxima semana um grupo-tarefa
que fará estudos sobre o mercado de fertilizantes no País
e encaminhará medidas para elevar a oferta interna. A decisão
foi tomada hoje em reunião do ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A primeira reunião
do grupo tarefa acontecerá na semana que vem. "A oferta de
insumos é uma questão de segurança nacional",
afirmou Stephanes.
O ministro
disse que além da Agricultura devem participar do grupo, que será
coordenado pela Casa Civil, representantes do Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e
Energia e da Petrobras. Stephanes lembrou que há dez meses o ministério
avalia os mercados mundial e interno de fertilizantes, cujas matérias-primas
são em grande parte importadas.
No caso do
potássio (92% importado), o ministro lembrou que há apenas
quatro países fornecedores no mundo, que são explorados
por apenas três empresas. "Somos dependentes e vulneráveis",
afirmou. Quanto ao fósforo, o ministro lembrou que 60% do consumo
interno é atendido com produto importado. No caso dos nitrogenados,
a importação alcança metade da demanda interna. Para
os nitrogenados, a idéia do ministro é pedir maior participação
da Petrobras no mercado. Se a empresa aceitar, Stephanes acredita que
em quatro ou cinco anos será possível aumentar a oferta.
Quanto ao
fósforo, Stephanes relatou que há minas distribuídas
em todo o território nacional e voltou a defender a alteração
do marco regulatório que permite a exploração das
jazidas por empresas privadas. "É preciso uma política
mais agressiva de exploração", disse, ao lembrar que
a idéia é gerar auto-suficiência em um período
de cinco a dez anos. Há uma mina no Mato Grosso, por exemplo, mas
não foram feitos estudos para dimensionar o potencial de produção
do insumo no Estado.
Sobre
o potássio o ministro disse haver uma "província"
no Estado do Amazonas, mas que há poucos estudos sobre seu potencial.
A jazida foi descoberta por conta da exploração de petróleo
na região. Do mesmo modo, há minas de potássio na
Bahia, mas o governo não conhece seu potencial, disse o ministro.
Sobre as
minas da Vale do Rio Doce em Sergipe, ele disse que a empresa deve iniciar
a exploração em uma segunda unidade, o que poderá
dobrar ou triplicar a capacidade dessas áreas.
fonte:
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco210684,0.htm
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