Curitiba, .         



 

 


Continuam as discussões sobre a privatização do setor de fertilizantes no Brasil


Após alguns debates e audiências públicas realizadas em alguns estados do Brasil, agora foi a vez do governo federal tomar uma atitude em relação à questão da privatização do setor de fertilizantes no país. Foi constituído um grupo-tarefa que fará estudos sobre esse mercado e encaminhará medidas para elevar a oferta interna do produto. Participam desse grupo integrantes do Ministério da Agricultura, Casa Civil, representantes do Departamento nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobrás.

Histórico
No País, a Bunge detém o oligopólio do mercado de fertilizantes, responsável por altos custos de produção de lavoras como soja e cana-de-açúcar.De oito fábricas de fertilizantes existentes no Brasil, a Bunge controla seis. A Fosfértil mantém unidades em quatro Estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A Bunge possui 58,6% da empresa. Sócias minoritárias com poder de veto, as também multinacionais Mosaic e Yara possuem 24% e 14%, respectivamente. No Mundo, a Bunge faturou R$18 bilhões em 2006. Só o lucro da Fosfértil cresceu 93% em 2007.

Saiba mais:
Fizemos um levantamento das principais notícias sobre o setor veiculadas na imprensa e colocamos a disposição no site. Confira abaixo.

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Brasil não pode depender de "cartel de fertilizantes", diz Mangabeira
CAROLINA GLYCERIO
da BBC Brasil, em São Paulo

O ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) disse nesta segunda-feira em um encontro com representantes do agronegócio em São Paulo que o Brasil não pode ficar "nas mãos" do que chamou de cartel de fornecedores de fertilizantes.
"O problema número 1 de insumos é superar a absurda e ruinosa dependência da importação de fertilizantes, que hoje respondem por cerca de 40% do preço dos produtos agrícolas. O Brasil não tem por que continuar a ficar nas mãos do cartel mundial de fertlizantes", afirmou Mangabeira a jornalistas.
O ministro falou com a imprensa após debate na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) sobre o Futuro da Agricultura Brasileira com integrantes do Conselho Superior do Agronegócio da entidade (Cosag).
"Na maior parte, os produtores estão fragmentados e os fornecedores e compradores, cartelizados. E por conta dessa cartelização se apropriam da parte do leão dos ganhos da agricultura."

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05/08/2008 - 00h28
Lula, Cristina e Chávez articulam como combater alta de alimentos
MARCIA CARMO

da BBC Brasil, em Buenos Aires

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez, discutiram, nesta terça-feira, alternativas para tentar reduzir os preços dos alimentos, que têm pressionado a inflação nos três países e em outros do mundo.
"O preço dos alimentos preocupa e foi assunto do encontro entre os presidentes", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. "Eles conversaram sobre como fazer para baixar os preços dos alimentos. Esse é um assunto importante e eles querem pensar, em conjunto, sobre o que pode ser feito".
Amorim disse que os três líderes conversaram, por exemplo, sobre a fabricação de fertilizantes --mercadoria na qual o Brasil e outros países da região são deficitários. Os fertilizantes, sinalizou, são essenciais para a produção de alimentos e acabam pressionando este incremento nos preços.
Lula convidou os colegas da Argentina e da Venezuela para a inauguração de uma usina de energia eólica, no dia 6 de setembro, em Pernambuco. No encontro, Lula quer continuar a discussão sobre energia e a possível fabricação de fertilizantes. Cristina e Chávez estarão no Brasil para as cerimônias do dia 7 de setembro.
Investimentos
Amorim disse ainda que a visita do presidente brasileiro à Argentina, que terminou nesta segunda-feira, serviu também para que o governo argentino destacar a "importância" dos investimentos brasileiros no território argentino.
"Não existe a preocupação, no governo argentino, de que haja invasão brasileira (de empresas). E eles (Lula e Cristina) conversaram ainda sobre assuntos como, TV digital, discussão que está no início, e sobre negociações internacionais".
O chanceler brasileiro não deu detalhes sobre estas "negociações internacionais".
Na véspera, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse que o Mercosul deverá buscar acordos no formato 4+1 --com União Européia e Estados Unidos--, depois do fracasso da Rodada de Doha para a liberalização de comércio.
Marco Aurélio fez parte da comitiva oficial que incluiu cinco ministros.
No discurso que realizou nesta segunda-feira, num seminário com empresários brasileiros e argentinos, Lula sinalizou que não tinha desistido da Rodada de Doha. "Acho que ainda existe uma oportunidade porque (sem Doha) talvez Brasil e Argentina não sintam nada. Mas os países mais pobres sim. Eles teriam a oportunidade de ampliar sua produção de alimentos para exportar aos países ricos", disse.
Na semana passada, em Genebra, Brasil e Argentina, principais sócios do Mercosul, mostraram diferenças nesta discussão, gerando críticas de autoridades argentinas. "A postura argentina era mais realista (que a do Brasil)", disse o chanceler Jorge Taiana.

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Presidentes debatem sobre fertilizantes
ADRIANA KÜCHLER
DE BUENOS AIRES

Com a preocupação de baixar o custo dos alimentos, ante a disparada dos preços, o presidente Lula levou ontem à reunião com a mandatária argentina Cristina Kirchner e dos dois com o venezuelano Hugo Chávez o tema da produção de fertilizantes.
Segundo o chanceler Celso Amorim, o assunto, ao lado do tema energético, foi o foco das duas reuniões. O governo calcula que os fertilizantes representem 40% do custo dos alimentos no Brasil.
"A questão dos alimentos é uma preocupação de todos os governantes da região. Queremos que haja um foco especial nessa questão de fertilizantes, em que o Brasil certamente é deficitário."
O assunto voltará a ser tratado em 6 de setembro, quando Lula e Cristina inauguram fábrica de energia eólica de capitais argentinos em Pernambuco. Após o evento, Chávez se unirá aos dois mandatários para uma reunião.
Amorim também confirmou que está "em andamento" a negociação para que a Aerolíneas Argentinas compre "um número expressivo" de aviões da Embraer.

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05/08/2008
Produção de fertilizantes entra na agenda
De Buenos Aires

Além das áreas de energia e alimentos, a produção de fertilizantes entrou para a agenda de assuntos estratégicos nas relações entre Brasil, Argentina e Venezuela. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, os três países vão cooperar na fabricação de fertilizantes, insumo básico da produção de grãos, que se tornou caro e escasso por causa da alta do petróleo.

Segundo Amorim, a decisão foi tomada em reunião realizada ontem entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner e Hugo Chávez, pouco antes da viagem de volta de Lula a Brasília. O encontro ficou em suspenso durante todo o dia. Enquanto o governo argentino e venezuelano anunciavam, desde semana passada, uma reunião trilateral, aproveitando a visita de Lula a Buenos Aires nesta segunda-feira, a chancelaria brasileira não confirmava a reunião até depois do almoço, o que gerou comentários de que, na verdade, o presidente Lula não tinha intenção de encontrar-se com Chávez.

Amorim, que na última hora substituiu o presidente em uma entrevista coletiva à imprensa no aeroporto, não explicou a razão do desconhecimento da chancelaria sobre o encontro trilateral. Também não deu detalhes sobre como se daria a cooperação em fertilizantes. Mas garantiu que o tema será aprofundado em reunião marcada para o dia 6 de setembro em Brasília, quando Chavez e Cristina Kirchner chegam ao Brasil para participar, no dia seguinte, da cerimônia de comemoração da Independência. (JR)

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04/08/2008 19:22
Amorim diz que Lula e Kirchner manifestaram grande entendimento

Agência Brasil

BUENOS AIRES - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, avaliou a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, como um "encontro inédito". Segundo Amorim, os dois líderes manifestaram "grande entendimento" do ponto de vista político.

"Há um desejo tanto da Cristina como do presidente Lula para que haja mais investimentos brasileiros na Argentina e também investimentos argentinos no Brasil. Para que haja mais cooperação. Tudo isso foi reiterado sem nenhuma preocupação de invasão brasileira [no mercado argentino]. As empresas brasileiras são bem vindas e vice-versa", afirmou o ministro.

Amorim disse que além da cooperação econômica entre os dois países, os líderes sul-americanos discutiram ainda projetos já em andamento, como a construção da Usina Hidrelétrica de Garabi, no Rio Uruguai, e a possibilidade de aceleração no cumprimento dos prazos.

Temas com previsão de desdobramentos posteriores, como a TV digital, também foram discutidos, segundo o chanceler.

Ele confirmou ainda um rápido encontro trilateral - de cerca de 40 minutos - com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que chegou hoje (4) à Buenos Aires e que deve ficar na cidade por pelo menos mais um dia.

O chanceler lembrou que Lula já havia convidado Cristina Kirchner para participar das cerimônias festivas do dia 7 de setembro no Brasil e também para a inauguração de uma fábrica argentina de energia eólica no estado de Pernambuco.

Com a chegada de Chávez à Argentina, o convite brasileiro foi estendido também ao líder venezuelano.

O encontro trilateral no Brasil, segundo Amorim, teve como temas as áreas de energia e fertilizantes.

"É uma preocupação de todos os governantes da região a questão dos preços dos alimentos, e uma coisa essencial nesse âmbito é o fertilizante. Há uma preocupação muito forte do presidente Lula, compartilhada pelos outros presidentes, de que na América do Sul haja um foco especial nos fertilizantes, tema que, no Brasil, é deficitário", afirmou Amorim.

Apesar de confirmar que o encontro trilateral não estava previsto oficialmente, o chanceler lembrou que os três líderes sul-americanos durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em San Miguel de Tucumán, já haviam manifestado interesse em discutir conjuntamente alguns temas.

"Falaram sobre a cooperação em energia. O presidente Chávez chegou a levantar a possibilidade do gasoduto, uma coisa que terá que ser examinada, e falou da cooperação que já está havendo sobre gás natural liquefeito", lembrou Amorim.

fonte(Agência Brasil)

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quarta-feira, 30 de julho de 2008, 18:11
Petrobras vai reavaliar projetos para fertilizantes
FABÍOLA SALVADOR - Agencia Estado

BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou hoje que a Petrobras vai reavaliar os projetos da empresa nas áreas de amônia e uréia, que são importantes matérias-primas dos fertilizantes. O mercado interno de adubo foi discutido hoje em reunião no Palácio do Planalto, com a participação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e de representantes da Petrobras, além de Stephanes.

No encontro, segundo relato de Stephanes, ficou decidido que a Petrobras vai estudar em parceria com a Vale a possibilidade de ampliação da produção de potássio, em Sergipe. Já o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) vai estudar e apresentar uma proposta sobre a exploração de fósforo. A Petrobras, em parceria com DNPM, vai analisar a ocorrência de potássio na Bahia e no Amazonas.

O ministro disse, no entanto, que nenhuma dessas medidas terá impacto no curto prazo. Uma nova fábrica de amônia, por exemplo, demora três anos para entrar em produção. Além disso, ele ressaltou que a pesquisa em uma jazida de fósforo que existe em Mato Grosso deve demorar cerca de 2 anos.

Apesar de não esperar resultados de curto prazo, Stephanes disse que é positiva a decisão do governo de enfrentar o problema da escassa oferta de insumos agrícolas no mercado interno. O grupo que se reuniu hoje, segundo o ministro, voltará a se reunir, mas não há data definida para o próximo encontro.

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29-07-2008
Dilma convoca Petrobras

O presidente Lula da Silva pediu a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) para agendar uma reunião com a Petrobras a fim de tratar especificamente da ampliação da produção de fertilizantes. Lula se convenceu que a medida será importante tanto para ajudar a conter a inflação interna, como também deverá situar o país numa posição privilegiada diante da crise mundial no mercado de alimentos.

Em conversa com Marcelo Déda, seu compadre governador de Sergipe, Lula disse acreditar que a inflação dos alimentos "é uma janela de oportunidade que se abre para o Brasil".
Segundo o presidente, o país não só é grande produtor, como tem área para a expansão da produção agrícola. Mas precisa resolver com urgência um dos gargalos para esse aumento de produção: a dependência externa de fertilizante. O Brasil importa 70% do que atualmente consome.

A ampliação da produção de fertilizantes é o que levou Déda a Lula. É que Sergipe responde hoje por 48% da produção nacional de uréia (matéria prima para a fabricação de adubos), com 600 mil toneladas/ano da produção nacional de 1,7 milhão de tonelada ano.
A simples ampliação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN-SE), uma unidade da Petrobras, significará mais 1,1 milhão de tonelada/ano à produção. Ou seja, uma produção total de 1,7 milhão de toneladas anuais.

Déda saiu na frente e vendeu seu peixe a Lula :

"A Petrobras tem aqui essa fábrica, com todas as condições, mais moderna que a da Bahia, à beira da rodovia BR-101, à beira da ferrovia Centro-Atlântica, que pertence à Vale, a 20 quilômetros aproximadamente de uma mina de potássio que é a única do Brasil (na realidade, do hemisfério Sul), que é da Vale, tudo a 15 quilômetros do porto, aproximadamente".
"Enfim, é uma possibilidade concreta de você parar esse debate retórico e começar na prática o aumento de produção a partir de uma situação já consolidada", diz o governador petista.
Como se trata de ampliar fábrica já existente, o projeto previsto representa economia de 20% em relação à construção de uma unidade nova. Ainda assim não é pouca coisa: US$ 1,2 bilhão (uma planta novinha em folha sairia por US$ 1,5 bilhão). É muito dinheiro, mas além dos 20% o governador Déda enumera outras vantagens.
"Eu disse ao presidente que o passo inicial tem que ser aqui, porque nós temos uma fábrica já implantada", contou Déda.

Déda sai na frente na guerra dos alimentos

Numa tradução ao pé da letra, isso significa dizer que não há problema de "autorização ambiental, já existem o terreno para a ampliação e toda a logística em torno da fábrica, mão de obra qualificada disponível e gerência" . Em resumo, para Déda "a melhor alternativa para deflagrar esse processo de priorizar a produção de fertilizantes no Brasil é duplicar essa fábrica".
Lula ouviu os argumentos e conversou sobre o assunto com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. A ampliação da FAFEN-SE também deve constar da pauta da reunião organizada por Dilma Roussef.
Em Sergipe a Vale também tem um projeto piloto para a produção de potássio, a partir de 2016. O potássio hoje é extraído de uma rocha chamada cloreto de potássio, ou seja, cloro e potássio. Depois de um processo de separação, o cloreto é jogado ao mar - sua utilização levaria à quebra dos produtores de sal do país, mas no futuro pode ser utilizado para outra finalidade.
Com o esgotamento do cloreto de potássio em 2016, a Vale vai explorar uma ocorrência de potássio associada ao magnésio. A companhia está investindo em tecnologia US$ 83 milhões num projeto piloto, a céu aberto - a mina está 500 metros de profundidade. O investimento total a ser feito pela Vale é estimado em cerca de R$ 800 milhões . A jazida que tem previsão de 40 anos de produção. A produção inicial prevista é de 1 milhão de tonelada ao ano.
"Nós acreditamos que a solução - começar por Sergipe - é talvez aquela com a melhor relação custo-benefício", diz Déda.
Mas há um gargalo a ser resolvido: o gás, matéria prima necessária tanto à FAFEN-SE como à Vale. A idéia é levar mais gás para o Nordeste, de um campo já em operação na Bahia, ou do próprio Gasene, gasoduto que vai interligar toda a região. O que reduziria em cinco anos o prazo de ampliação da fábrica.


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República de Ribeirão
Após anos de domínio petista, o Democratas mostra os dentes no terreno do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Pesquisa encomendada por uma associada da TV Globo local apresenta a candidata Dácyr Vera , do antigo PFL, com 54% das intenções de voto.
O atual prefeito, um tucano, está em segundo, mas muito atrás, com 12% das intenções declaradas por 602 eleitores ouvidos pelo instituto de pesquisa. A margem de erro da pesquisa é de 4%.

O PT aparece na rabeira, com um dígito. O DEM sabe que as primeiras pesquisas de uma eleição nem sempre se reproduzirão no final, mas está contente com o resultado
Mas isso não chega a ser um alívio para a situação de Gilberto Kassab em São Paulo. O partido acha que deu tudo ao prefeito - tirou Guilherme Afif da jogada, José Serra manteve os secretários e levou Orestes Quércia para a campanha, mas o prefeito não está ajudando.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

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25/07/2008
Brasil quer importar fertilizantes do Irã

A cooperação entre Brasil e Irã no setor agropecuário foi tema do encontro do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e o embaixador do Irã, Mohsen Shaterzadeh, realizado no último dia 23. Stephanes demonstrou interesse em importar fertilizante iraniano. "Mais da metade do que precisamos, temos que importar. O País importa, hoje, 15 milhões de toneladas de fertilizantes e o Irã é forte em nitrogenados", afirmou.

Shaterzadeh informou que o Irã possui interesse em atender a essa necessidade do Brasil e que, por outro lado, os alimentos produzidos no País têm espaço no golfo Pérsico, onde a população chega a 350 milhões de habitantes em países como Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Irã.

O Irã comprou do Brasil, em 2007, mais de US$ 1,5 bilhão em produtos do agronegócio. Já o Brasil importou, no mesmo período, US$ 3,8 milhões.

A transferência de conhecimento tecnológico também esteve na pauta do encontro. Segundo o embaixador, o Irã tem cinco mil pesquisadores e, por isso, quer realizar cooperação técnica com o Brasil nos setores de biotecnologia e produção de vacinas veterinárias. Além disso, o Irã pretende incrementar a produção de milho e soja com o know-how brasileiro.

O próximo passo para o entendimento Brasil e Irã será a apresentação formal das prioridades pelos ministros da Agricultura dos dois países, para assinatura do acordo de cooperação.

fonte: http://www.agrosoft.org.br/?q=node/101757

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GOVERNO CRIA GRUPO DE DEBATES SOBRE FERTILIZANTES

O governo institui no próximo dia 28 um grupo-tarefa que fará estudos sobre o mercado de fertilizantes no País e encaminhará medidas para elevar a oferta interna. A decisão foi tomada no dia 23 em reunião do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A primeira reunião do grupo tarefa acontecerá na semana que vem. "A oferta de insumos é uma questão de segurança nacional", afirmou Stephanes.

O ministro disse que além da Agricultura devem participar do grupo, que será coordenado pela Casa Civil, representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras. Stephanes lembrou que há dez meses o ministério avalia os mercados mundial e interno de fertilizantes, cujas matérias-primas são em grande parte importadas.

No caso do potássio (92% importado), o ministro lembrou que há apenas quatro países fornecedores no mundo, que são explorados por apenas três empresas. "Somos dependentes e vulneráveis", afirmou. Quanto ao fósforo, o ministro lembrou que 60% do consumo interno é atendido com produto importado. No caso dos nitrogenados, a importação alcança metade da demanda interna. Para os nitrogenados, a idéia do ministro é pedir maior participação da Petrobras no mercado. Se a empresa aceitar, Stephanes acredita que em quatro ou cinco anos será possível aumentar a oferta.

Quanto ao fósforo, Stephanes relatou que há minas distribuídas em todo o território nacional e voltou a defender a alteração do marco regulatório que permite a exploração das jazidas por empresas privadas. "É preciso uma política mais agressiva de exploração", disse, ao lembrar que a idéia é gerar auto-suficiência em um período de cinco a dez anos. Há uma mina no Mato Grosso, por exemplo, mas não foram feitos estudos para dimensionar o potencial de produção do insumo no Estado.

Sobre o potássio o ministro disse haver uma "província" no Estado do Amazonas, mas que há poucos estudos sobre seu potencial. A jazida foi descoberta por conta da exploração de petróleo na região. Do mesmo modo, há minas de potássio na Bahia, mas o governo não conhece seu potencial, disse o ministro.

Sobre as minas da Vale do Rio Doce em Sergipe, ele disse que a empresa deve iniciar a exploração em uma segunda unidade, o que poderá dobrar ou triplicar a capacidade dessas áreas.

FONTES:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação do MAPA

Estadão Online
Fabíola Salvador – Jornalista

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24/07/2008 15:20
Lucro da Fosfertil mais que dobra no semestre, para R$ 402 milhões

SÃO PAULO - A Fosfertil, fabricante de matérias-primas para fertilizantes, apresentou forte crescimento durante os seis primeiros meses de 2008 se comparados a igual período do ano passado.

Dados preliminares divulgados hoje pela empresa apontam lucro líquido de R$ 402,82 milhões para o período compreendido entre janeiro e junho deste ano. Tal montante representa mais que duas vezes o obtido em igual período do ano passado, quanto o ganho foi de R$ 177,1 milhões.

A receita líquida de vendas da apresentou alta de 47%, somando R$ 1,562 bilhão. Enquanto o custo do produto vendido subiu 20%, para R$ 895,35 milhões.

Os gastos com vendas, gerais e administrativas subiram 17%, para R$ 34 milhões, e categoria outras despesas dobrou para R$ 87,3 milhões. Por outro lado, a receita financeira triplicou de R$ 22 milhões para R$ 66,3 milhões nos seis primeiros meses do ano.

A companhia ainda tenta incorporar a Bunge Fertilizantes, medida aprovada pelo conselho em 2006. Mas brigas entre os acionistas da Fertifos, que controla a Fosfertil vêm postergando o negócio.

Fonte: Valor Online

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25/07/2008
Demanda por fertilizante surpreende e segue firme
Fernando Lopes, de São Paulo

A demanda da agricultura brasileira por fertilizantes continua a contrariar as expectativas dos especialistas e a crescer consideravelmente, apesar da disparada de preços no mercado internacional e, conseqüentemente, também no país, que depende de importações.

Segundo balanço divulgado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas das misturadoras (empresas que vendem o produto final) às revendas somaram 2,402 milhões de toneladas em junho, 31,3% mais que no mesmo mês do ano passado.

Depois do expressivo movimento apurado em maio, a indústria acreditava que haveria um arrefecimento do ritmo de incremento no mês passado, e que a alta em relação a junho de 2007 seria inferior a 20%.
As antecipações de compras visando ao plantio da próxima safra de grãos de verão - em parte turbinadas pelo temor de novos aumentos de preços e de uma eventual escassez da oferta do insumo -, porém, frustraram as projeções e até aceleraram o crescimento.

Apesar do comportamento da demanda, a produção nacional atingiu 772,9 mil toneladas em junho, 3,5% menos que no mesmo mês do ano passado. As importações, em contrapartida, subiram 7,2% na comparação e alcançaram 1,748 milhão de toneladas.
No primeiro semestre, mostra o balanço da Anda, as entregas das misturadoras às revendas aumentaram 22,2%, para 11,477 milhões de toneladas, a produção nacional subiu 5,2%, para 4,720 milhões, e as importações foram 12,3% maiores (8,568 milhões de toneladas). A entidade ainda acredita que a queda do ritmo de crescimento é iminente, tanto que ainda prevê para 2008 um salto acumulado da demanda de 6% sobre o recorde de 24,6 milhões de toneladas de 2007. Para muitos analistas é uma previsão conservadora.

No quadro semestral, os produtos importados representam 74,6% das entregas. A dependência incomoda o governo, que nos últimos meses aumentou a pressão para que as empresas do segmento acelerem seus aportes na expansão da produção local. Em resposta, empresas ligadas à Anda prometeram investir US$ 4 bilhões em quatro anos. Só a Fosfertil, maior produtora nacional de matérias-primas para adubos, anunciou um projeto que pode chegar a R$ 2 bilhões em Patrocínio (MG).
A empresa vem embalada por resultados cada vez melhores. No primeiro semestre, segundo balanço divulgado na quinta-feira, sua receita líquida totalizou R$ 1,563 bilhão, 47,7% mais que em igual intervalo de 2007, e o lucro líquido aumentou 127,4%, para R$ 402,8 milhões.

Ver mais em: www.fosfertil.com.br

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25/07/2008 09:33
Bunge bate, no semestre, lucro de 2007

SÃO PAULO - A multinacional Bunge mais que quadruplicou seu lucro líquido no primeiro semestre em comparação com o desempenho apresentado no mesmo período de 2007. O resultado foi impulsionado por um cenário de disparada dos preços das commodities agrícolas, que atingiram novos patamares nos últimos meses.

De janeiro a junho, o lucro da companhia foi de US$ 1,04 bilhão, montante 471,4% superior aos US$ 182 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2007 e maior também que o ganho todo do último ano, que foi de US$ 778 milhões. A maior fatia desse ganho foi apurada no segundo trimestre, no qual o grupo teve lucro líquido de US$ 751 milhões. Esse resultado foi 347% maior que os US$ 168 milhões do segundo trimestre de 2007.

" Nos últimos anos, a produção agrícola não tem acompanhado o ritmo de crescimento da demanda, puxada principalmente pelo aumento da população e do padrão de vida nas economias emergentes. Os preços das commodities agrícolas são reflexo disso e também do aumento do custo da energia " , disse Alberto Weisser, principal executivo da multinacional.

As vendas líquidas totais do grupo no semestre cresceram 72%, para US$ 26,8 bilhões. Os fertilizantes registraram o maior crescimento: 112%, para US$ 2,9 bilhões. A disparada dos preços explica a diferença em relação ao aumento do volume das vendas, que foi de apenas 3%, para 67,2 milhões de toneladas. O lucro operacional cresceu 434% e chegou a US$ 1,6 bilhão.

O aumento no custo do crédito elevou em 26%, para US$ 188 milhões, as despesas com juros da empresa. Os ganhos com a variação cambial mais que dobraram no primeiro semestre, para US$ 265 milhões. No segundo trimestre, esse volume foi de US$ 258 milhões e deveu-se a ativos da empresa denominados em dólar nas subsidiárias do Brasil e da Argentina, informou a companhia.

Ainda que sob um cenário indefinido de preços, a Bunge acredita em um bom desempenho no segundo semestre. " Os fundamentos do setor de fertilizantes devem permanecer firmes. Ainda que o crescimento da demanda por alguns produtos agrícolas possa cair um pouco devido ao prolongado período de preços altos, as margens no agronegócio devem ficar sólidas " , disse Jacqualyn Fouse, principal executiva de finanças do grupo.

Fonte: Valor Econômico

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23 de Julho de 2008 | Atualizado às 16:16h
Governo cria grupo de debate sobre fertilizantes
FABÍOLA SALVADOR - Agencia Estado

BRASÍLIA - O governo institui na próxima semana um grupo-tarefa que fará estudos sobre o mercado de fertilizantes no País e encaminhará medidas para elevar a oferta interna. A decisão foi tomada hoje em reunião do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A primeira reunião do grupo tarefa acontecerá na semana que vem. "A oferta de insumos é uma questão de segurança nacional", afirmou Stephanes.

O ministro disse que além da Agricultura devem participar do grupo, que será coordenado pela Casa Civil, representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras. Stephanes lembrou que há dez meses o ministério avalia os mercados mundial e interno de fertilizantes, cujas matérias-primas são em grande parte importadas.

No caso do potássio (92% importado), o ministro lembrou que há apenas quatro países fornecedores no mundo, que são explorados por apenas três empresas. "Somos dependentes e vulneráveis", afirmou. Quanto ao fósforo, o ministro lembrou que 60% do consumo interno é atendido com produto importado. No caso dos nitrogenados, a importação alcança metade da demanda interna. Para os nitrogenados, a idéia do ministro é pedir maior participação da Petrobras no mercado. Se a empresa aceitar, Stephanes acredita que em quatro ou cinco anos será possível aumentar a oferta.

Quanto ao fósforo, Stephanes relatou que há minas distribuídas em todo o território nacional e voltou a defender a alteração do marco regulatório que permite a exploração das jazidas por empresas privadas. "É preciso uma política mais agressiva de exploração", disse, ao lembrar que a idéia é gerar auto-suficiência em um período de cinco a dez anos. Há uma mina no Mato Grosso, por exemplo, mas não foram feitos estudos para dimensionar o potencial de produção do insumo no Estado.

Sobre o potássio o ministro disse haver uma "província" no Estado do Amazonas, mas que há poucos estudos sobre seu potencial. A jazida foi descoberta por conta da exploração de petróleo na região. Do mesmo modo, há minas de potássio na Bahia, mas o governo não conhece seu potencial, disse o ministro.

Sobre as minas da Vale do Rio Doce em Sergipe, ele disse que a empresa deve iniciar a exploração em uma segunda unidade, o que poderá dobrar ou triplicar a capacidade dessas áreas.

fonte: http://www.estadao.com.br/economia/not_eco210684,0.htm

 

 
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