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Audiência
Pública discute preservação da Mata Atlântica
e Agricultura Familiar
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Foi realizada na última segunda-feira, 19, na Assembléia
Legislativa do Paraná uma audiência pública que
discutiu a normatização das práticas de conservação
ambiental da agricultura familiar e comunidades tradicionais.
Participaram da audiência autoridades estaduais, entidades ambientais,
sindicatos ligados aos trabalhadores rurais e agricultores familiares
da região sul do Estado. Os trabalhos foram coordenados pela
Comissão de Agricultura da |
Assembléia
Legislativa do Paraná, que é presidida pelo deputado Pedro
Ivo Ilkiv (PT).
Um
grupo de trabalho formado por voluntários ligados a órgãos
e entidades ambientais já vem estudando algumas propostas de regulamentação
da Mata Atlântica e utilizou essa audiência para externar
algumas ações que tratam do tema, como uma proposta de minuta
ao novo decreto lei que está sendo discutido no país. Além
disso, foram apresentadas algumas experiências agro florestais da
agricultura familiar que comprovaram a possibilidade de trabalho e rentabilidade
aos agricultores sem prejudicar a floresta.
Ao final do encontro, os agricultores concordaram em redigir duas moções
que serão direcionadas à Casa civil e ao Ministério
do Meio Ambiente, pedindo a abertura, em caráter de urgência,
de processo de consulta pública sobre o Decreto Federal de regulamentação
da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428) que vêm sendo
discutido. Para os agricultores, alguns dispositivos do decreto engessam
a atividade agrícola de caráter familiar.
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Autoridades
presentes da audiência pública: Raska Rodrigues, secretário
de estado do Meio-Ambiente, Walter Steenbock, do Ibama, Reni Denardi,
chefe-regional do escritório do Ministério do Desenvolvimento
Agrário, José Luis Bolissenha, eng. Florestal e chefe
de gabinete do IAP – instituto ambiental do paraná, Renato
Viana, chefe da divisão de cultivos florestais e representante
da SEAB – Secretaria de estado da agricultura e do abastecimento
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do
Paraná, Luis Oliveira, gestor pró-ambiente – representando
o ministério do meio ambiente e o deputado federal Dr. Rosinha.
Integra
das moções aprovadas na Audiência Pública
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Dirigida aos órgãos e entidades estaduais
Moção
de apoio à construção de uma legislação
para o uso múltiplo florestal sustentável na agricultura
familiar e comunidades tradicionais, no âmbito da mata atlântica
no Paraná
A legislação ambiental brasileira, nos últimos anos,
vem criando possibilidades para o uso múltiplo florestal sustentável,
na agricultura familiar, inseridos no Bioma Mata Atlântica. Para
tanto, esta propõe mecanismos técnicos e sociais, em diferentes
instrumentos legais, tais como a exigência de estudos técnico-científicos
que garantam a sustentabilidade do manejo, a não descaracterização
da cobertura florestal e a caracterização dos agricultores
como pequenos produtores rurais ou comunidades tradicionais.
Muito embora tenham sido já realizados vários estudos nesta
área e agricultores familiares de várias regiões
venham praticando diferentes modelos de sistemas agroflorestais, com sucesso
econômico e ambiental, esta prática ainda carece de legalização,
pela falta de instrumentos administrativos que a regulamentem.
Assim, os participantes de Audiência Pública realizada na
Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, sobre a “Normatização
das práticas de conservação ambiental, da agricultura
familiar e comunidades tradicionais”, propõem aos órgãos
públicos responsáveis pela gestão ambiental no Estado
do Paraná (IAP, SEMA, IBAMA) a normatização das práticas
agroflorestais para a agricultura familiar e as comunidades tradicionais
inseridas no bioma mata atlântica, que envolvam a aceitação
e oficialização destas práticas a partir dos seguintes
aspectos:
• Monitoramento das populações de espécies
de interesse e das características do ecossistema, a ser realizado
pelos agricultores, em parceria com técnicos de organizações
governamentais e não governamentais, de forma paritária,
em processo de pesquisa participante, gerando sistematizações
periódicas dos resultados;
• Envolvimento dos grupos de agricultores que realizam práticas
agroflorestais em um Sistema Participativo de Garantia (SPG), um processo
de certificação que já vem demonstrando ampla confiabilidade
na região Sul, a partir da experiência da Rede Ecovida;
• Participação multi-institucional no processo de
sistematização, avaliação, monitoramento e
consolidação das práticas agroflorestais, a partir
da constituição de Câmara Técnica- Cultural
junto ao órgão ambiental estadual para a regulamentação
das práticas agroflorestais, na qual haja o envolvimento de técnicos,
pesquisadores e agricultores experimentadores.
Curitiba,
19 de maio de 2008
*** Dirigida aos órgãos e entidades federais
Moção de apoio à regulamentação do
uso múltiplo florestal sustentável na agricultura familiar
e comunidades tradicionais, no âmbito da mata atlântica
A
legislação ambiental brasileira, nos últimos anos,
vem criando possibilidades para o uso múltiplo florestal sustentável,
na agricultura familiar, inseridos no Bioma Mata Atlântica. Para
tanto, esta propõe mecanismos técnicos e sociais, em diferentes
instrumentos legais, tais como a exigência de estudos técnico-científicos
que garantam a sustentabilidade do manejo, a não descaracterização
da cobertura florestal e a caracterização dos agricultores
como pequenos produtores rurais ou comunidades tradicionais.
Muito embora tenham sido já realizados vários estudos nesta
área e agricultores familiares de várias regiões
venham praticando diferentes modelos de sistemas agroflorestais, com sucesso
econômico e ambiental, esta prática ainda carece de legalização,
pela falta de instrumentos administrativos que a regulamentem.
Contudo, o indicativo de lançamento eminente do decreto de regulamentação
da Lei da Mata Atlântica, sem a realização de processo
amplo e transparente de discussão com a sociedade, põe em
risco diversos avanços que a Lei 11.428/07 traria à agricultura
familiar, podendo inviabilizar diversas práticas conservacionistas
de manejo florestal que vinham sendo realizadas no Estado do Paraná,
e que poderiam ser reconhecidas e potencializadas por normatização
federal coerente.
Assim, os participantes da Audiência Pública realizada na
Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, sobre a “Normatização
das práticas de conservação ambiental, da agricultura
familiar e comunidades tradicionais”, propõem a abertura,
em caráter de urgência, de processo de consulta pública
sobre o Decreto Federal de regulamentação da Lei da Mata
Atlântica, a fim de que os agricultores familiares, populações
tradicionais e suas representações, nas diversas regiões
abrangidas pelo Bioma, possam contribuir à construção
coletiva deste importante marco regulatório, essencial para o reconhecimento
e viabilização de práticas conservacionistas de uso
múltiplo florestal sustentável nos remanescentes florestais
de suas áreas.
Curitiba,
19 de maio de 2008
20/05/08
Assessoria de Imprensa do Deputado Pedro Ivo
Leia
também: Noticias 2007.
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